Bom que adolescência não é eterna!

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Quem pode dizer que a adolescência não é uma época difícil? Tantos medos e incertezas que qualquer crítica leva a uma preocupação gigantesca. Poucas pessoas têm a sorte ou a capacidade de passar por essa fase sem levar traumas para o futuro, e de lembrar desses anos com alegria. Para os que não conseguem, envelhecer é quase uma salvação, uma chance de recomeçar e esquecer erros cometidos nessa época tão estranha. Mesmo que os traumas nos persigam, pelo menos é possível aprender a lidar com eles.


Para as garotas, e mulheres, a inquietação com a beleza e juventude é aterrorizante. Posso apostar que a maioria das leitoras reserva uma parte de seu tempo, todos os dias, para pensar em regimes, exercícios, ou outros métodos que as façam perder algum mínimo defeito que tenham. Trabalham, estudam, e se preocupam. E no tempo de lazer o que fazem para se esquecer de tudo? Lêem revistas femeninas.


Ah, que delícia! Nada mais desesperador que passar uma hora do dia vendo garotas perfeitas, roupas caríssimas e se informando sobre dietas absurdas e complicadas. E como estamos entrando no verão essas revistas multiplicam seus métodos de tortura e nós, meninas bobas, ávidas por melhorar nossos corpichos, acreditamos nelas e seguimos seus conselhos. Quando adolescente, ler uma revista assim pode ser estressante e deprimente, como lidar com isso quando adultas? Já disse isso em um post anterior, eu acredito que o negócio é relaxar! Talvez eu não deva dar conselhos, mas quem não gosta de palpitar na vida dos outros?


Afinal, não é loucura, depois de passar um inverno feliz se embriagando com comidas quentes e gordas e bebidas supercalóricas, passar os dias de pré-verão com preocupações neuróticas? Porque não continuar aproveitando o que o mundo gastronômico dessa estação tem a oferecer: comer salada é muito bom, ajuda na saúde e controla a ansiedade, mas um churrasquinho a beira da piscina com uma cerveja gelada...


E a boa notícia é que não é necessário se deprimir na hora de colocar biquíni pra esses eventos. Vamos deixar de nos arrumar para os grupos de mulheres fofoqueiras, porque afinal, homem não se preocupa tanto assim com estria, celulite e gordurinhas. E para os que realmente notam isso, que percam seu tempo correndo atrás de modelos e invistam num espelho!


Ah, e não, ainda não estou recebendo por conselho dado... mas quem sabe num futuro.

Futebol: dá pra entender?

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Por mais que tentemos nos aproximar do sexo oposto, algumas coisas parecem incompreensíveis. Apesar dos homens e mulheres serem muito semelhantes quanto aos gostos, compartirem preferências artísticas, por comida, lazer, trabalho; o que importa é que similaridades não fazem uma boa briga, as diferenças é que chamam atenção. E a discussão neste caso é em relação às distintas reações a algo que tanto dá prazer ao homem: o futebol.


Que homens adorem esportes e competições é compreensível – todos gostamos, é da natureza humana lutar. Mas o efeito que isso causa neles, quem pode entender? Ganhar o campeonato de futebol, no mundo masculino, vale mais que uma noite espetacular de sexo animal. Duvida? Tenta seduzir seu macho na final do Brasileirão... Pode tentar com todas suas fantasias e lingeries. E se tiverem que escolher entre assistir à divisão dos grupos da Copa e visitar a mãe, adivinha o que seria a resposta?


Quem já tentou acompanhar a alma gêmea a um jogo de futebol? E não estou falando em ir ao campo, onde é compreensível o excesso de entusiasmo, mas de acompanhar assistindo pela televisão. É diversão certa observá-los, porque eles participam ativamente do jogo. Não se contentam em admirar os passes, analisar as jogadas, em fazer coisas normais de um telespectador.


Os homens têm que gritar com os jogadores, conversar com o juiz, e xingar o técnico. Como será que prestam atenção ao jogo? Absoluta certeza que nesse momento todos seus neurônios trabalham com o único objetivo de entender a partida. Talvez por isso se irritem tanto quando são distraídos por nós.


Imaginem então assistir em um bar. Quarenta machos em menos de dez metros quadrados, suando, gritando, pulando, em frente a uma mini televisão onde nem se pode ver que jogador tem a bola. Vai entender os prazeres masculinos...

Fascinação e Sangue.

Postado por Nadja Sofia on
Que estamos presenciando uma explosão de vampiros no entretenimento não é novidade alguma. A cada certo tempo alguém tem a idéia brilhante de criar uma nova história com esses personagens, e por sorte, essa história chama atenção e vira um sucesso. Se há alguns anos Anne Rice e suas crônicas vampirescas eram famosas, ao mesmo tempo em que Buffy a Caça Vampiros invadia a televisão a cabo, hoje a febre por vampiros é definitivamente mais intensa.


Atualmente, além do nosso amado, idolatrado e sonhado Edward, de Crepúsculo, chegaram na mesma onda os irmãos Salvatore da série de livros e de TV Vampire Diaries. E antes disso, Bill Compton, de True Blood, série da HBO baseada nos livros Southern Vampires de Charlaine Harris. Além dessas três franquias vampirescas, muitas outras estão começando a fazer sucesso no Brasil, como os livros da série House of Night, e o livro e filme Cirque Du Freak.


Pois é, há muito material para todas as garotas enlouquecerem nesse próximo ano. Nós gostamos de vampiros. Nem precisa pensar muito nos motivos. Nós os amamos. Mas e os homens, o que eles pensam de tudo isso? Será mentira dizer que eles também são atraídos por esses personagens? Podemos supor que os homens gostam das histórias com vampiros por admirarem sua força, seu poder de atração nas mulheres, suas mil habilidades?


E já que vocês garotas, que vão encher os aço de seus irmãos, namorados, pais, primos e amigos durante semanas por culpa do perfeito Edward e os outros personagens por quem em breve vocês se apaixonarão, por que não deixam de lado essa intensa fascinação para acompanhar os machos que te rodeiam em sessões decentes de filmes com vampiros?


Para começar, Drácula de Bram Stoker é bom. Têm cenas de peitos paras os homens, ótimos atores e uma boa história. Depois, Blade. Eu sei, luta, ação, e uma história quase incompreensível não é tão agradável. Mas é baseado em quadrinhos, dá para entender a apelação disso pros meninos né? 


Para os que gostam de ser cult e pop ao mesmo tempo, a franquia Underworld pode ser legal. Vampiros e lobisomens na mesma história, que até agora rendeu três filmes .Eu sei meninas, Crepúsculo também tem esses mesmos monstros, e são todos lindos, mas façam uma forcinha pelos rapazes, agüentem firme a ação, depois de Blade, Underworld é fácil.


Agora, se a intenção é seduzir gregos e troianos, Marte e Vênus; fiquem com Entrevista com o Vampiro. Os machos não vão gostar de verem reunidos Brad Pitt, Tom Cruise e Antonio Banderas; mas será simples convencê-los. Afinal, quem não quer ver mulher pelada e corpos queimando. E no final, ainda vão poder chamar os personagens principais de gays, pelas claras insinuações homossexuais do filme. Isso vai deixá-los muito felizes, enquanto as meninas babam nos atores lindos sem se importarem com “detalhes”.

Amizades maquiadas, ficções invejadas.

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Sempre invejei as amizades do mundo fictício. Amizades verdadeiras, duradouras, invencíveis. Amigos que estarão a teu lado por qualquer coisa, e que te defenderão de tudo. Não que eu pense ser impossível amizade assim, mas nada é perfeito no mundo real. Pensem comigo: quem de vocês em algum momento se viu em Sex and the City? Que grupo de amigas não sonhou que estava em Nova Iorque, vivendo no meio fashion, buscando amores verdadeiros da maneira mais cool possível? Amigas inseparáveis.


E quantos grupos que brincam de ser Carries, Samanthas, Mirandas e Charlotes são realmente inseparáveis? Pra começar, aposto que brigam por quem é mais parecida com qual personagem. Segundo, na vida real é muito difícil que quatro mulheres não briguem por motivos bobos. Na primeira desavença, duas se juntam pra falar das outras duas. Às vezes nem precisa de um desentendimento pra que isso aconteça.


Eu sei, mulher critica, fala mal, mas ainda assim é amiga. Só muda um pouco o conceito de amizade né? E eu nem comecei a mencionar o fato dessas quatro amigas brigando pelos mesmos homens. Ou todo mundo acha que num grupo, cada uma terá um gosto totalmente diferente?


Mesmo que essas amigas não compartam ficantes, é provável que exista uma guerrinha, disfarçada claro, pelos sexo masculino. Quem pega mais em tal festa, quem ta com o cara mais bonito, quem fica primeiro com fulano; e tenha certeza, nesse momento o grupo de quatro já se dividiu totalmente em duas e duas, e elas estão trocando experiências e falando mal. Mas fazendo isso sem acabar a amizade, e sem muita maldade, afinal, ainda se importam muito com todas as amigas!


E nesse tema de séries enganosas sobre amigos, a campeã é Friends. Por favor, alguém acha que três homens e três mulheres podem resultar num grupo indestrutível? Pra quem não conhece, aí vai o resumo: Mônica, Rachel, Phoebe, Ross, Chandler e Joey. As duas primeiras são amigas de infância. Ross é irmão de Mônica e ama Rachel. Eles ficam juntos no final, mas ela em certo momento sai também com Joey. Chandler casa com Mônica, e é amigo de Ross do colégio, mas também muito amigo de Joey. Phoebe é a mais afastada, a outsider.


Na série os homens são amigos de verdade das mulheres, e colocam a amizade acima dos relacionamentos mal resolvidos, eles não estão com elas pelo sexo. As mulheres também são muito unidas.


Agora um banho de realidade, coisas que não acontecem na série, mas na vida real sim: Phoebe fica ressentida porque não faz parte da dupla feminina de “melhores amigas desde criança” e faz de tudo para se sentir dentro do grupo. Isso significa que, quando Rachel e Ross começarem a sair, e Mônica ficar super enciumada pelo irmão, Phoebe a irá apoiar. Ou seja, as duas vão falar pelas costas de Rachel. Mas com boas intenções, é só para aliviar o ciúme, afinal, Mônica têm toda razão.


Quando a Rachel ficar com Joey, aí sim que Mônica se emputecerá. Esse é o momento crítico para que as duas amigas briguem. Afinal, será que a Rachel não se contenta em ter um cara??? Já não basta ela ter o cabelo perfeito também???


A amizade entre Phoebe e Mônica se fortalece, mas pode durar pouco já que Mônica está envolvida com Chandler e ele ocupa a vaga de melhor amigo dela. Phoebe é deixada de lado novamente. Pobre Phoebe que, ou irá voltar correndo para Rachel, contando mil podres de Mônica, ou vai tentar conquistar Chandler.


E os homens nessa? Muitos não ligam em compartir mulheres, então Ross provavelmente perdoa Joey por pegar a mulher que ele ama, afinal, ele a traiu primeiro. Mas será que a amizade entre os homens e as mulheres do grupo superaria essas tensões sexuais mal resolvidas? Os três caras, no mundo real, não seriam amigos delas se não houvesse a chance do sexo. O que significa que Joey, que ficou sozinho nessa (a Phoebe já está com outro cara) deixaria o grupo para ser “amiguinho” de outras garotas inocentes. Continuaria amigo dos outros caras, mas nem tanto das mulheres. Acreditar em amizade entre homem e mulher, sério? Na verdade o cara só quer comer, e a mulher elevar o seu ego.


Ainda que no mundo fictício existam problemas graves, dificuldades incríveis, mesmo esse dramas tem um quê de perfeição. Podemos brincar de fazer parte disso, sonhar com esse mundo intangível, mas existe o limite da realidade. Quem não o vê, sofre com a inocência. Amizades verdadeiras existem, mas não são maquiadas.

O Príncipe e seu cavalo

Postado por Nadja Sofia on
Depois do meu último post recebi uma sugestão: “Nadja, não escreva sobre seus sonhos, ninguém vai querer saber deles! Quem quer saber das fantasias alheias?”. Pois é, quem deseja ler sobre meus medos, se engordei ou não, se sou louca, se sou feliz? Eu e minhas generalizações. Como disse, sou uma garota comum, portanto acredito que tenho os mesmos problemas de outras garotas comuns. Mas também aceito críticas e acato bons palpites. Portanto o tema deste post será introduzido de outra forma.

Você teve um sonho. Sim, VOCÊ! Sonhou com o cara perfeito, o príncipe encantado: educado, cavalheiro, inteligente, engraçado, lindo, popular, louro, moreno, careca, cabeludo, rei, ladrão, etc... E o cara perfeito te amava, e amar era o mais importante para ele.

Onde você o encontrou? Digamos que na rua, numa festa, na faculdade ou no trabalho. Não sei, o sonho é teu, decida você. Mas o encontrou de forma cinematográfica, e tudo que viveu com ele foi tão bonito. Até o sexo, porque sim, houve sexo, e foi perfeito!

Então você acordou. E no mundo real a única coisa que você tem é certa quantidade de sapos te rodeando. O do pântano te liga quando quer te comer (desculpem a expressão), o do campo te encontra em festas e nem sempre te dá moral. O da cidade tem sérios problemas psicológicos. E você pensa que seu sonho tem que virar realidade, você deve encontrar o príncipe no cavalo branco, e continuar procurando o cara perfeito no bando de imperfeitos. O homem ideal para você!

Aaaah, pobre garota. Depois se pergunta porque nunca nenhum cara dá certo. O problema não está necessariamente com eles. Homens não são divididos em tipos: para casar, para pegar, galinha – homem bom. Comece a acreditar no que todos eles dizem e deixe as cobranças de lado: o que importa para eles é o sexo, que não é sempre perfeito como no seu sonho, mas é essencial! Mesmo quando eles namoram, quando eles amam. Eles querem mesmo é transar, no sonho deles as atrizes pornôs reinam.

E aqui vai o meu conselho, leve ele em conta, como eu disse, às vezes conselhos são bons. Não busque um príncipe, encontre o cara que cansou de galinhar, ou um homem tímido que nunca galinhou muito, mas não deseje que ele deixe de pensar principalmente em sexo. É tão simples e tão fácil quando nós mulheres entendemos isso. E o homem agradecerá quando você não cobrá-lo pelo impossível. Ah, e esqueça o cavalo branco... Porque fora dos contos de fada, branco dá um trabalho para limpar!

Espelho, espelho meu...

Postado por Nadja Sofia on ,
Hoje acordei de um sonho... Melhor, serei mais clara, foi um pesadelo! Era uma noite de lua cheia, e tudo parecia especial. Todos os sorrisos eram para mim, todos os olhares em minha direção. Elogios, cantadas, meu ego inchado por essa magia. Eu brilhava.

Brilhava em um vestido vermelho de inverno, gola palhaço, desses que com um olhar você percebe cada defeito de um corpo imperfeito destacado. Mas em mim, estava divino. Fui ao banheiro, me olhei no espelho e vi uma celebridade. Sorri. Conversa típica de banheiro feminino, uma garota conhecida diz: “Ei, que você tem feito? Que vestido lindo, amei!!!!”. Ela podia estar sendo falsa, mas naquela noite, eu sabia que não.

A noite termina, corações conquistados, invejas criadas. Entro no meu quarto e tiro o vestido, um sorriso torto estampa minha cara. Nada como a verdade, o reflexo de um espelho mostra uma garota vestindo cinta modeladora. Por baixo disso, gordura.

Acordo transpirando, o sonho não era sobre o meu futuro, mas o presente. Não uso essa cinta, mas estou acima do peso considerado ideal. Evito certas roupas, fujo de outras. Assim, como muitas, minhas amigas, inimigas, vocês leitoras. As que são novas e magrinhas podem ter certeza, esse momento chegará. Daqui a oito anos, quem sabe menos, você olhará para baixo e verá uma barriga que não costumava estar lá: de cerveja, porcarias comidas quando se tem pressa? Tanto faz, ela estará lá. Para outras tantas, sempre esteve.

As que costumam se exercitar, ótima saúde, mas o corpo muda. As que não costumam, podem tentar, e acredito que adiante. Ainda há tempo para conseguir aquele corpo sonhado. Hoje há personal trainer, dietas específicas feitas por nutricionistas, cirurgias, e para quem têm dinheiro é tudo mais simples. Não vou falar sobre propaganda da mídia, o ideal impossível, distúrbios alimentares, nada disso.

Mas esse sonho me fez pensar em algo que minha mãe me disse, e que as suas mães talvez te digam: “na sua idade eu não era assim, eu era um palito”, é verdade, o vestido do sonho pertencia à ela. Claro que essa fala não se aplica às que tiveram filhos com a minha idade ou mais novas, apesar de que eu imagino, se eu tivesse filhos estaria pior que elas.

A questão é com o que temos contato. Foram anos consumindo refrigerantes constantemente – muitas mulheres antes só viam isso em ocasiões especiais; e bolachas, lanches, comidas enlatadas, semi-prontas. Agora vêm a minha cabeça as reclamações de minha avó sobre carnes com hormônio, dizendo que aquilo poderia não estar certo. Vocês sabem, avós sempre têm razão, elas são mães com experiência multiplicada. Minha mãe definitivamente não comia tanto essas coisas.

Chegou o momento de eu aconselhar todas a abraçar essa neurose e consumir apenas comidas orgânicas, tomar cuidado com gorduras e colesterol, e preocuparem mesmo com essa barriguinha crescendo? Cortem as cervejas e a calabresa do macarrão! Quanto será que vale esse conselho, talvez não muito – já que tanta gente fala. Mas quem sabe vocês devessem seguir. Boa sorte para as que forem se aplicar a isso, de coração.

Eu vou parar com o drama, assumir que sou um produto da minha época, deixar o tomate que eu ia jantar de lado e pedir logo um yakissoba. Quem sabe não seja hora da cinta modeladora? E cada uma que faça as pazes com o espelho da maneira que achar melhor!

Doida como a Lebre de Março.

Postado por Nadja Sofia on
Ou doido como o Chapeleiro Louco?


De criança sempre me encantei pelo mundo da imaginação, histórias infantis, personagens fantásticos; sempre desejei o inexplicável, aquilo que é secreto e que tantas pessoas buscam. Hoje ainda estou envolta nesse universo, presa em desenhos, filmes, seriados e novelas – em tudo o que vive na ficção; arrebatada pelos personagens dela. Desses personagens os malucos me interessam tanto. Mesmo querendo ser como a mocinha, são os anti-heróis, os loucos, que chamam a atenção e fazem sucesso, que encantam definitivamente a mim, e marcam a audiência e uma época.


Como no país das maravilhas, onde eu me via como Alice, mas era cativada pelo Gato de Chesire. Um gato adorável que se divertia com a minha confusão e que me mostrou que, assim como ele, Alice, o Chapeleiro, a Lebre, e mesmo o Coelho Branco (neurótico, ansioso) e eu somos completamente doidos. E nesse mundo de fantasia podemos admirar os personagens mais obscuros e distorcidos, loucos como nós.


Então comecemos com a lista de pessoas encantadoras do País das Maravilhas:


Blair, adorável personagem, rainha da moda, do seriado Gosspi Girl que faz de sua vida um jogo, brincando com as paixões, medos e segredos alheios, envolta num mudo de falsidades. Cheia de dinheiro e inseguranças. Com todas essas características, amada por milhões. E seu par romântico, Chuck: com um rei na barriga, talvez não tenha nem uma célula de santo, apenas quer sexo, drogas e poder. Será que o amor os redime? O amor que construímos por eles – porque eu posso dizer, que prefiro a companhia deles que a do par principal da série.


Assim como preferia conhecer a Flora. Ela falava o que desejávamos, a sinceridade dos absurdos. Tenho uma amiga que me ensinou que sinceridade muitas vezes é falta de educação, então vamos ser mal-educadas enquanto gargalhamos com as verdades ditas na ficção. Quem não queria entrar em sua pele em A Favorita? Sem os assassinatos, claro.


E agora me lembro das gêmeas do mal que conquistaram o mundo das novelas: Taís e Raquel. Ambas mais sexys que suas irmãs, mais engraçadas, e mais amadas. Que culpa temos em suportar a maldade se a personagem é interessante? E o que dizer do casal Olavo e Bebel, conterrâneos de novela de Taís, um dos casais mais interessantes desses tempos. Perfeitos entre si, como Chuck e Blair, imperfeitos para o mundo. Paixão arrebatadora que desejamos, invejamos. Nisso nós mergulhamos.


Como não vi as novelas mais recentes, ou não me lembro dos personagens (perdoem-me garotas) voltarei a um seriado para uma última vilã: Wilhelmina de Ugly Betty – seriado americano, versão da telenovela colombiana Yo Soy Betty, la Fea. Com seus golpes sujos e planos diabólicos, muito a la mexicana, eu me rendo.


Um viva aos diversos personagens loucos, um viva à loucura que nos libera!


A adorada Wilhelmina, de Ugly Betty, com sua exuberante maldade mexicana.